Passado mais de um ano sobre a tomada de posse do novo Presidente do ISEL (que já era antigo 3 anos antes) é possível traçar-se um perfil da actual governação.
Conforme vem sendo constatado pela generalidade dos colegas, os actos desta governação aparentam estar cada vez mais desviados do interesse do ISEL, dos seus alunos, dos seus docentes, dos seus funcionários e, acima de tudo, da missão que compete assumir ao ISEL junto da sociedade em que se insere.
Duas caracteristicas por demais evidentes são o autoritarismo na actuação do Presidente José Carlos Quadrado e a forma dissimulada com que pratica actos prejudicias para a Instituição, pondo em causa diversos funcionários que são praticamente forçados a agir de forma quase ilegal para dar andamento aos processos pouco claros do Presidente.
Deste modo poderá classificar-se esta governação como musculada e pouco transparente.
A governação musculada traduz-se numa postura de presseguição aos que não alinham em certas jogadas do Presidente ou que fazem algum tipo de contestação por acreditarem que é possível fazer-se bem melhor e com rigor (como é o caso de alguns dos Vice-Presidentes, um dos quais já demitido).
Esta atitude do Presidente José Carlos Quadrado leva a um nível de conflitualidade permanente (mais ou menos explícita) que, por sua vez, se traduz num nível de litigância elevadíssima com custos de diversa ordem para o ISEL.
Para atacar os seus subordinados quando tal lhe convém, ou para se defender de decisões incompetentes, o Presidente contrata advogados a peso de ouro pagos com o dinheiro do ISEL que deveria ser gerido noutra direcção.
Só no corrente ano de 2011 vão ser gastos mais de 100.000,00 € com advogados (10.000,00 € no processo judicial da Susana Gonçalves, 13.700,00 € no processo judicial da Paula Antunes, 16.500,00 € no processo jurídico de intimação ao Paulo Martins, 15.500,00 € no processo judicial do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, 31.000,00 € no processo judicial relativo à Providência Cautelar, 17.500,00 € no processo judicial do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado).
O outro aspecto muito preocupante é a falta de transparência e falta de informação de diversa ordem.
O Presidente José Carlos Quadrado, que está escudado nuns Estatutos ilegais que conseguiu impor de forma camuflada à nossa Instituição, e que lhe conferem poderes praticamente absolutos, não se sente responsável perante aqueles que o elegeram e como tal não se dá ao trabalho de prestar qualquer tipo de esclarecimento sobre as questões cada vez mais preocupantes que vemos acontecer diariamente.
Assim, não são conhecidas as contas do ISEL com detalhe suficiente para se poder apurar, de forma rigorosa e transparente, quanto já foi gasto pelo Presidente em missões aos estrangeiro, pagas pelo ISEL em forma de viagens, ajudas de custo, alojamento e, menos falado mas não menos importante em comunicações (telemóvel e internet). Este ponto pode e deve ser esclarecido pelo Conselho de Supervisão que tem competência nesta matéria, que deve publicar posteriormente toda a informação relevante à comunidade do ISEL.
Sabemos das dificuldades que são colocadas pelo próprio Presidente José Carlos Quadrado ao bom e normal funcionamento do Conselho de Supervisão, que incluem a confrontação, insulto e represálias ao colega Luis Osório, mas se não for feito um esforço para apuramento da verdade o Conselho de Supervisão (e o Luis Osório em primeira linha) arrisca-se a ser visto como cúmplice da actuação do Presidente e negligente na sua missão.
Noutros domínios é possível apresentarem-se mais alguns dados. Neste ano e no ano passado foram gastos cerca de 150.000,00 € em obras no Campus do ISEL em espaços dedicados aos amigos do Presidente, que para com ele são subservientes em troca de favores (32.787,26 € obras no ISEL Open Empreendedorismo, 56.489,66 € obras no edifício das Generalizades, 14.608,00 € adjudicação à Geometrivinil Unipessoal para “Elaboração de processos critativos no âmbito da gestão de espaços, visando a melhoria dos serviços com uma atitude voltada para o desenvolvimento de soluções que se relacionem com a envolvência no Campus ISEL”, 41.493,35 € adjudicação à Electrocoop para “Optimização das condições de funcionamento da vida académica dos alunos e docentes, criação de espaços de inovação”, 55.335,04 € MST Multiserviços Técnicos para “Optimização e modernização das instalações utilizadas para várias Unidades Académicas”).
Particularmente escandaloso foi o pagamento de 25.200,00 € ao João Silveirinha da Associação de Estudantes como “Técnico responsável pela exploração de instalações eléctricas”, como moeda de troca para o Presidente José Carlos Quadrado ter controlo sobre os alunos e utilizá-los para os seus jogos de poder (como seja o bloqueio no Conselho de Supervisão onde os alunos têm uma representação de 10 lugares, o dobro dos lugares que os funcionários têm nesse orgão).
Ainda relativamente a um assunto que foi muito camuflado mas sobre o qual se foi sabendo informações preocupantes soubemos da adjudicação à Barraqueiro para “Locação de transporte de passageiros” no valor de 11.122,64 € que segundo conseguimos apurar foi usado na semana da educação organizada pelo Prof. Quadrado onde os custos correm pelo ISEL mas as receitas não se sabe muito bem para onde foram (embora se suspeite que alguns bolsos se tenham enchido um pouco mais com esta iniciativa).
Outra manobra feita este ano foi a simulação de receita para o ISEL de 51.750,00 € relativa à “Prestação de Serviços de Apoio à Investigação e Consultoria Científica” para a empresa Lógica – Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura, E.M., processo que foi depois abortado por acordo entre as partes.
Deve referir-se onde o Presidente do ISEL José Carlos Quadrado tem um lugar de vogal do Conselho de Administração da Lógica conseguido através do amigo Lima de Oliveira que é Vice-Presidente da Assembleia-geral (o Lima de Oliveira é docente da ADESPA e protegido do Prof. Quadrado na área das máquinas eléctricas). Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara – neste caso sujam mais do que limpam, pois a única coisa que conseguem limpar é o dinheiro do ISEL.
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